Inteligência artificial na educação: qual o impacto?
Pode até parecer, mas a Inteligência artificial (IA) não é novidade. A história da IA na educação, por exemplo, remonta aos pioneiros desenvolvimentos da década de 1950. O docente do Ensino Médio Senac Distrito Criativo, Sandro Martins da Costa, conta que tudo começou com a criação do Perceptron por Frank Rosenblatt, que estabeleceu as bases para os algoritmos modernos de aprendizado de máquina. “Nos anos 1960, Joseph Weizenbaum desenvolveu o ELIZA, o primeiro chatbot, que influenciou diretamente as ferramentas atuais, como, por exemplo, ChatGPT, Alexa e Google Assistant. Esses marcos iniciais geraram os avanços na chamada rede neural, tornando-a mais sofisticada e abrindo caminho para a personalização do ensino por meio da IA”, explica. No post de hoje, vamos falar sobre qual o impacto da inteligência artificial na educação.

IA nas salas de aula do Ensino Médio
Hoje, a IA tem se tornado presente em nosso dia a dia, incluindo nas salas de aula do ensino médio. Sua capacidade de processar grandes volumes de dados e oferecer soluções personalizadas torna o aprendizado mais eficiente e adaptado às necessidades individuais de cada estudante. “A personalização do ensino, uma das maiores vantagens da IA, permite identificar as dificuldades dos alunos e ajustar o conteúdo para promover uma aprendizagem mais ágil. Recursos interativos, como simulações e assistentes digitais, tornam as aulas mais dinâmicas e envolventes, proporcionando uma experiência educacional mais prática”, destaca Sandro.
Mas nem tudo são flores. O docente levanta uma questão bem importante: o uso da IA na educação também gera preocupações? Sandro acredita que sim. “A principal delas é a dependência excessiva da tecnologia, o que pode prejudicar o desenvolvimento de habilidades cognitivas essenciais, como o pensamento crítico e a resolução de problemas”, aponta. Mas…calma! Existe solução. “A IA deve ser usada de forma equilibrada, sem substituir as interações humanas e o processo de reflexão, que são cruciais para uma aprendizagem profunda, significativa e permanente. O uso excessivo da tecnologia pode reduzir a autonomia dos estudantes, tornando-os dependentes de soluções prontas e dificultando sua capacidade de tomar decisões independentes, além de prejudicar a relação entre ideias distintas que se originam novos conceitos”, analisa. Então, equilíbrio, pessoal!
Inteligência artificial na educação: ferramenta de apoio

Portanto, é fundamental que a IA seja utilizada de forma consciente, como uma ferramenta de apoio ao ensino, e não como um substituto no processo educativo tradicional. “Professores devem incentivar a análise crítica das respostas geradas pela IA promovendo discussões sobre suas limitações e implicações éticas. Essas discussões devem ser parte do processo educativo, auxiliando os alunos a compreender melhor os impactos sociais e tecnológicos da IA”, avalia Sandro.
Ou seja, os estudantes devem usar a IA como uma ferramenta de pesquisa, sempre validando as informações para não se tornarem excessivamente dependentes da tecnologia para a resolução de problema, ocasionando “preguiça mental”.
Questões éticas
Conforme o docente, para que a IA seja um elemento positivo na educação, é essencial que os professores usufruam de práticas pedagógicas equilibradas e responsáveis. Para os educadores, isso significa usar a IA como complemento ao ensino, estimulando a reflexão necessária sobre questões éticas envolvidas. “Para os estudantes, é importante que a IA seja uma ferramenta de otimização de aprendizado e que auxilie no desenvolvimento de suas habilidades cognitivas e criativas. Mas não podem depender unicamente dela”, ensina.
Em resumo: a IA tem o potencial de transformar a educação de forma positiva, porém seu uso deve ser cuidadosamente ponderado. Professores e alunos desempenham papéis essenciais em garantir que a tecnologia seja uma ferramenta que apoie o aprendizado. Tudo isso sem comprometer as habilidades fundamentais que garantem uma educação de significativa e permanente. “O futuro da educação passa pelo uso responsável da tecnologia, criando um ambiente de aprendizagem mais eficiente, dinâmico e acessível. Mas sempre preservando os aspectos humanos essenciais ao aprendizado”, conclui Sandro.
Ensino Médio no Senac-RS
Agora que você já sabe qual o impacto da inteligência artificial na educação que tal fazer o Ensino Médio no Senac? Ele combina currículo integrado com a Base Nacional Comum Curricular e componentes técnicos. Oferece preparação para vestibulares e mercado, foco em tecnologia, autoconhecimento, pensamento científico, empatia, colaboração, protagonismo, autodisciplina, autonomia e raciocínio lógico.