Dez dicas para ter uma comunicação efetiva em inglês no mundo dos negócios

Tempo de leitura: 5 minutos

Antes de iniciarmos, é preciso ter em mente que a comunicação se dá por vários meios. Então, considerando as habilidades desenvolvidas para a fluência em um idioma, vamos dar dica para ter uma comunicação efetiva em inglês no mundo dos negócios, pensando em competências de fala, escuta, leitura e escrita, contextualizando algumas!!

Vamos lá!

1# If you don’t use it, you lose it!

Consistência e persistência. Sabemos de antemão que somos muito mais visuais a qualquer outro estímulo, então use isso ao seu favor!

Se você já tem conhecimento prévio em inglês, use-o ao máximo. E no caso de novos conhecimentos como uma nova palavra ou expressão, utilize-a.

Crie um mini glossário próprio, grave sua voz falando, faça frases que tenham sentido para o seu trabalho, utilize post-its. Mas faça do uso do inglês algo cotidiano, não espere a situação surgir. CRIE A SUA SITUAÇÂO E GO FOR IT!

2# Be formal

Brasileiros são mundialmente conhecidos por sua informalidade e calor humano. Isso pode ser bom, ou não.

Dependendo do ambiente corporativo, formalidades são necessárias por demostrar respeito às hierarquias e/ou culturas diferentes.

Faz muita diferença usar “Can I speak to Mr. Carlos?” e “ I’d like to speak to Mr. Saldanha”, por exemplo. Use sobrenomes após os Mr, Mrs. Ms, pois isso demostra respeito ao interlocutor, assim como o uso de MAY e COULD no lugar do CAN.

Ser formal pode definir uma carreira de sucesso, pensando numa entrevista de emprego numa multinacional ou tornar uma negociação mais tensa do que deveria.

3# Know your clients (culturally speaking)

Atenção já na chegada! Sabendo do inglês como língua mundialmente utilizada, é importante reconhecer alguns hábitos e com um idioma em comum, transformar a experiência de negociação mais efetiva.

Apertos de mão, reverências, beijos, por exemplo, mesmo com os cuidados que aprendemos durante a pandemia, assim como alguns hábitos ao cumprimentar, precisam ser respeitados. E se for o caso, pergunte:

Should we bow or shake hands ?” (Nós devemos fazer reverência ou apertar as mãos?).

Should we stop the meeting for the prayers?” (Devemos parar a reunião para as fazer orações?)

4# Leverage your knowledge 

“(…) Saiba q eu tenho approach (…)” como dizia o Zeca Pagodinho.

O glossário das áreas de negócios, inovação e design neste exato momento já pode ter uma palavra ou expressão nova. E muitas das expressões idiomáticas não têm tradução literal! Nessas horas no Google Tradutor podem não ajudar, já que ele traduz palavra por palavra.

Misturada ao português, com o uso da internet, a velocidade das informações é muito mais acelerada. E como se manter atualizado?

Está nas suas mãos: use as mídias sociais, como o Youtube, Linkedin, Instagram e Facebook. Notícias especializadas e atualizadas, com legenda podem ajudar muito!

Uma alternativa muito boa e moderna também são as palestras do TED TALK, que vem com legendas em português e inglês e estão disponíveis gratuitamente, sobre uma infinidade de assuntos em inovação.

So, it´s time to “MAKE HAY” (é hora de produzir)

p.s.: Para você que já usa alguns “jargões” ou ouviu falar, dá uma olhada neste site  http://www.theofficelife.com/business-jargon-dictionary-S.html.

5# Straight forward dialogue vs. Indirect speech

Outra característica brasileira é a forma indireta como nos expressamos. É sabido que numa mesa de negociação, muitas vezes, a fala pode revelar informações de modo inadequado, especialmente em momentos de crise. Por isso, o uso do discurso indireto – He said (ele disse), they informed us (eles nos informaram), according to the e-mail (de acordo com o email) – pode ser de grande valia. 

Isso fica muito evidente em e-mails corporativos, nos quais é necessário ter origens das informações de forma clara e assertiva.

Mas é claro que, muitas vezes, é o imperativo que será mais efetivo. Nesse caso, expressões como “DON’T DO IT (NÃO FAÇA ISSO) ” e “FIX THE PROBLEM (RESOLVA O PROBLEMA) ” irão revelar a urgência da situação ou passar instruções mais diretamente como “FIRST, TELL ME WHAT HAPPENED (PRIMEIRO, CONTE-ME O QUE HOUVE)”.

6# Soft Skills  & Hard Skills

Só o diploma já não é mais suficiente. Saber expressar-se nas habilidades de escrita, leitura, fala e escuta, atualmente, vem em conjunto com as boas percepções de time management, problem solving, entre outras habilidades. E isso só é possível de desenvolver com a exposição aos mais diversos contextos na língua inglesa. O uso de introduções a frases pode ser essencial, como:

I’m able to…” (Eu posso)

“I’ll be able to…” (Eu poderei)

We’ve already discussed…” (Nós já discutimos/conversamos sobre)

“It would be a good idea if we could…” (Poderia ser uma boa ideia se pudéssemos)

“You made a good point, but maybe we are not at the same page…” (Você tem um bom argumento, mas talvez não temos a mesma opinião)

E claro, palavras chaves como MAYBE e PERHAPS (talvez).

7# Be careful with false friends

Cuidado com palavras que se parecem muito ao português, mas tem sentido diferente. Por exemplo:

Pretend x Intend – fingir x pretender

Push x Pull – empurrar x puxar

Discuss x Argue – conversar x discutir (briga)

Policy x Politics – diretrizes x política

Application – inscrição

Silicon – silício

Agenda – pauta do dia

Sensitive x sensible – delicado(a) x sensato

8#Keep up to date

Como foi dito no item 3, expressões novas surgem todo o dia e ainda são incorporadas ao português.

Além de mídias sociais, há jornais especializados como The Economist, Financial Times, The Wall Street Journal, entre outros, que podem ser ótimos recursos para leitura. Não esquecendo dos canais de notícias, que possuem streaming como a BBC, CNN, Fox News, em áreas especializadas para economia, tendências de mercado e atualizações negócios, com transmissão de notícias ao vivo e closed-caption (transcrição da fala, com legenda em inglês).

Ainda para a habilidade de leitura, um recurso de tradução interessante é o Linguee. Este é um tradutor que tem opções por contexto, e não traduz apenas a palavra sozinha, como o Google Tradutor.

9#Expose to English

Não espere que apenas um canal de entrada de novos conhecimentos seja o suficiente. Só leitura te capacita para ler, só música te habilita a ouvir e assim por diante.

Mude o seu celular e o seu computador para o idioma inglês, comece a ver filmes com legenda (em inglês dependendo do nível) e busque as letras das músicas. Além disso, procure alguém para falar em inglês. Há aplicativos de celular que promovem intercâmbio de conhecimento.

Ponto interessante: não conte apenas com nativos britânicos e americanos para desenvolver sua habilidade de escuta. Escute sul-africanos, indianos, canadenses, entre outras nacionalidades, falando inglês. Assim como o português, os sotaques, expressões e entonações na fala são muito variados!

10#Share your knowledge!

Considere que entre as 4 habilidades, duas são de “input” (entrada) de informação e duas são de output (saída). Escuta e leitura são primordialmente individuais, dependem muito mais de um desenvolvimento e progresso da pessoa que está aprendendo. No caso da escrita e fala, o que se produz em termos de informação e conhecimento também vai passar por interpretação da outra pessoa.

Pensando nisso, considere a troca de conhecimento como um recurso para melhorar no inglês. Se você já conhece jargões, regras de escrita corporativa, usa algum aplicativo, ou algum canal de notícias, por que não passar essa informação? Muitas vezes é na hora de explicar algum conceito ou ideia que se aprende também.

Jogos podem ser um recurso intessante para pessoas com conhecimento intermediário de inglês, tornando a habilidade de fala com o desafio do tempo muito mais ágil.

  • Taboo: você explica as palavras em vermelho, sem usar as palavras que estão embaixo. A lógica é explicar uma palavra, sem usar conceitos básicos ou óbvios. Por exemplo, como explicar “rain” sem falar em nuvem, água, céu ou evaporação?

  • GuessUP: aplicativo gratuito que exige dos jogadores explicar diversas categorias de palavras com mímica e/ou falando, até que a palavra seja descoberta.

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